Astrologia

13:15



Hoje venho apresentar uma lista de livros espirituais que eu recomendo. Mais especificamente livros sobre todos os tópicos deste blog. (lista em expansão)
Alguns destes livros já foram lidos por mim, enquanto outros estão a aguardar leitura.
Os livros que ainda não li, recomendo com base em pesquisas ou através de recomendações de pessoas de confiança e autores que muito prezo.
Os livros como podem ver estão enumerados/classificados com letras. Cada uma dessas letras representa o nível:

A - Iniciantes
B - Intermediário
C - Avançados

Os que não tiverem letra alguma, significa que são livros para todos os níveis. A maioria dos livros estão em Inglês, mas assim que encontrar versões em português irei actualizar. Se ler qualquer um destes livros, por favor, deixe um comentário ou e-mail a compartilhar os seus pensamentos, ideias ou sugestões.

In’Lakesh

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Diálogo Interior

Exercício de alinhamento dos Chakras

14:22



Hoje venho apresentar um exercício de alinhamento dos Chakras que encontrei à algum tempo, num site inglês que não me recordo. Esta é a versão traduzida por mim.
Como em qualquer exercício, a alteração das palavras pode e deve ser feita de forma a melhor se adaptar a nós.

  • Enquanto inspira, diga a 1ª parte da frase. (Inspirar profundamente 5 seg)
  • Enquanto expira diga a 2ª parte da frase. (expirar lentamente 5 seg)
  • Repetir cada uma das 12 frases 10 vezes.
          (Pode ser dito em voz alta ou em pensamento)

  1. (A minha energia) (está livre de bloqueios)
  2. (O meu chakra da raiz) (está profundamente ligado à terra)
  3. (O meu chakra sacral) (é criativo e arrojado)
  4. (O meu plexo solar) (é maduro e calmo)
  5. (O meu coração) (está repleto de amor)
  6. (A minha garganta) (fala a verdade)
  7. (O meu chakra frontal) (intui o conhecimento interior)
  8. (O meu chakra da coroa) (projecta inspiração)
  9. (Os meus chakras) (estão a girar alinhados)
  10. (A minha aura) (é colorida e organizada)
  11. (O meu corpo de luz) (irradia brilho)
  12. (EU SOU) (centrada/o e equilibrada/o)

Espero que gostem,

Inlakesh

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Meditação

MEDITAÇÃO - A TÉCNICA

21:13


Sente-se confortavelmente e faça algumas respirações profundas.  

Comece a observar os pensamentos que lhe chegam. Tome consciência deles e deixe que sumam em seguida. Não os evite nem os incentive. 

Não dê continuidade a nenhum pensamento. A tendência da mente é fazer associações. Quando vem o pensamento "preciso pagar uma conta no banco" a mente dá continuidade: "será que tenho dinheiro suficiente? Se não tiver, posso pedir emprestado ao fulano. Caso ele não possa emprestar...". E assim vai. Portanto, corte o fio antes que toda a meada se desenrole. 

Tente ver cada pensamento como um quadro estático, como uma cena de um grande vídeo-clip que não merece muita atenção. 

A mente está representando uma grande peça diante de você. Mas você não é o protagonista. Você é apenas o expectador. Portanto não se envolva. 

Caso haja uma grande confusão de pensamentos fluindo, apenas "olhe" essa confusão. Não tente controlar seus pensamentos, deixe que eles venham da maneira que vierem. 

Não espere nada de especial da sua meditação: fogos de artifício explodindo diante de você, deuses e iluminados desfilando, flores de lótus ou luzes maravilhosas. As imagens que surgem podem ser apenas produto da actividade mental, truques da mente para distraí-lo. Portanto, continue apenas observando como outro pensamento qualquer. Não se envolva com a beleza ou beatitude delas. Se elas forem mais que um produto da mente, você saberá. 

Com a prática contínua você será capaz de manter a mente em branco e ouvir a voz de sua intuição que também é um atributo do observador passivo.

 Inlakesh 

Meditação

O OBSERVADOR PASSIVO

21:13

Existem centenas, talvez milhares, de técnicas de meditação. Cada um deve descobrir a que melhor combina consigo e a que produz melhores resultados. Alguns preferem meditar com mantras, muitos gostam de observar a respiração e outros usam imagens ou símbolos. Porém, o que essas técnicas têm em comum é o fato de despertarem o observador passivo.
 
O observador passivo é aquela parte nossa que se mantém distante da turbulência da nossa vida diária. Ele é como um sábio que olha o vilarejo do alto de uma colina. Ele vê as pessoas correndo de um lado para outro, as crianças brincando, um cachorro procurando comida, alguém morrendo, um bebé nascendo, a geada queimando a colheita e nada disso o afecta. Ele permanece sentado no alto de seu monte, equânime, pois sabe que a dor ou a alegria brotam da mesma fonte e nenhuma delas é permanente. O observador passivo sabe que a verdadeira felicidade pertence ao Eu-Superior e que quando estamos conscientes dele, nada mais nos afecta. 

Mas ele também é um grande professor. Se você ficar com alguém 24 horas por dia observando como ele come, como se veste, como fala e age, como dorme, no final de uma semana você conhecerá muito dessa pessoa. Assim, se nos observarmos tempo suficiente, aprenderemos muito a nosso respeito. Aprenderemos como é que funcionamos, como agem nossos pensamentos e sentimentos, como eles influenciam nossas escolhas, etc. 

Quando desenvolvemos o observador passivo, podemos olhar de longe a paisagem de nossa vida e encarar os desafios que ela nos propõe com isenção de ânimos, sem deixar que o emocional nuble nossa percepção. É por isso que é tão fácil aconselhar um amigo com problemas. Como não estamos envolvidos emocionalmente, temos uma visão panorâmica da situação e podemos perceber as falhas e as possibilidades que ele não vê. 

Quando olhamos as coisas com uma certa distância, entendemos o contexto e os motivos por trás dos fatos. E, com essa compreensão, podemos encontrar saídas criativas, podemos ver portas onde antes parecia existir apenas muros. 


 In'lakesh

Mantra

EXERCÍCIOS DE MEDITAÇÃO

21:26

Um dos exercícios mais simples é observar a respiração. Sinta o ar entrando e saindo pelas narinas. Acompanhe seu caminho por todo o corpo. Repare nos movimentos da barriga, do peito. Veja se há movimentos ou sensações na pelve, pernas, cabeça, etc. Esteja com o ar o tempo todo.

Quando estiver em contacto com a natureza, sente-se diante de uma paisagem e observe-a. Ouça os sons, veja as cores, sinta os aromas mas não fique dando nome às coisas ou analisando-as: "esse cheiro deve ser daquela flor", "como é bonita a forma daquela montanha", "o som desses passarinhos me deixa tão relaxado...". Apenas ouça, veja e sinta sem criar frases na sua mente, sem ficar tagarelando internamente.

Sente-se diante de uma janela e deixe que a claridade invada seu corpo. Sinta a luz penetrando pelo alto de sua cabeça e fluindo por todo o corpo. Mantenha sua atenção nesse fluxo.

Repita o mantra OM durante todo o tempo da sua meditação. Mantras são sons que trazem uma determinada qualidade de energia para quem os vocaliza. O mantra OM é um dos mais antigos do hinduísmo e sua qualidade é o equilíbrio e a serenidade. Ele nos traz energia e ajuda a clarear a mente. 

Olhe atentamente para um símbolo ou um objecto que lhe chame a atenção naturalmente. Pode ser um desenho, uma estatueta, um yantra (diagramas cósmicos do hinduísmo), etc. No Yoga, usamos o símbolo do OM para meditar (veja o desenho ao lado). Olhe para esse símbolo e envolva-se com ele. Observe-o atentamente até que você possa mantê-lo com clareza na sua mente, mesmo de olhos fechados.

Sente-se em silêncio e preste atenção a cada som que surgir ao seu redor. Ouça tudo ao mesmo tempo. Não se detenha em nenhum deles. Nenhum é mais importante do que os outros, nenhum é melhor ou mais agradável. Não julgue, apenas ouça. Evite relacioná-los com os objectos ou seres que os produzem. Permita-se ouvir o som puro e perceber sua qualidade intrínseca.

Você pode meditar com as cores também. Pergunte ao seu corpo de qual cor ele necessita para estar em harmonia. Aceite qualquer cor que lhe venha à mente. Imagine um grande jorro de luz dessa cor fluindo sobre você ou mergulhe num oceano tingido com a cor escolhida. Não se preocupe em "ver" a cor, você pode apenas senti-la com seus sentidos interiores.

Observe seus pensamentos e tente perceber o espaço que existe entre um e outro. Mesmo numa mente completamente confusa, os pensamentos surgem e desaparecem deixando um breve espaço entre si. Descubra esse espaço, nem que seja apenas um segundo. Observe-o e você vai perceber que ele começará a se ampliar. Ao penetrar nesse espaço em branco, você estará além da mente.

 Inlakesh

Meditação

DICAS PARA A PRÁTICA DA MEDITAÇÃO

21:09

A prática da meditação, embora simples, requer bastante disciplina e regularidade. Abaixo estão algumas dicas de como iniciar sua prática de meditação.

Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável e com a coluna erecta. Pode ser numa cadeira ou no chão com as pernas cruzadas. Sentar-se sobre uma pequena almofada ajuda a manter as costas erectas. Use roupas que não apertem nem incomodem. 
Acender um incenso ou colocar uma música bem suave pode ajudar a criar um clima de tranquilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.
Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária. Um bom horário para meditar é pela manhã, quando estamos mais tranquilos e descansados. Porém, isso também é relativo e muito pessoal. Se você sentir que consegue melhores resultados à noite, escolha esse horário.
Comece com dez minutos diários. Coloque um relógio para despertar após esse tempo, assim sua mente não poderá sabotá-lo fazendo-o acreditar que já se passaram muito mais que dez minutos.
Não se mova durante esse tempo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.
A atenção deve estar voltada para o objecto da meditação (a respiração, um símbolo, etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente ao objecto escolhido.
Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objecto sobre o qual está meditando.

 Inlakesh

Meditação

I am That - Nisargadatta Maharaj

21:01


Para nós, ocidentais, meditar significa reflectir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, nos explica com simplicidade no seu livro I am That:
 
"Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e acções mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objectivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objectivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."

Assim, através da meditação vamos prestar atenção e descobrir como funcionamos. Como agimos em determinadas situações, porque respondemos uma coisa quando gostaríamos de dizer outra, porque fugimos daquilo que mais queremos, porque vivemos mergulhados na ansiedade, na depressão e no cansaço quando queremos apenas a tranquilidade.

Grande parte dessa confusão é criada pela mente. Podemos dizer que ela é o instrumento de nossa consciência e contém a somatória de nossos condicionamentos, padrões de pensamento, nossa memória e nosso lado racional. 

A mente é como um lago agitado. Ao ver a lua reflectida nesse lago turbulento poderíamos supor que a própria lua é algo disforme e agitado, mas estaríamos totalmente enganados. Da mesma forma, quando olhamos para o reflexo do nosso Eu-Superior no lago inquieto de nossa mente, não conseguimos perceber sua verdadeira natureza. 

Meditar nada mais é do que aquietar os turbilhões dos pensamentos, serenar a mente para que possamos reconhecer com clareza nossa essência. Durante esse processo de aquietar a mente nos damos conta de nossos padrões de pensamento e de acção e, assim, podemos transformá-los.


 Inlakesh

Diálogo Interior

O pensamento tem poder infinito

17:49


O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser optimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano(...).
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado optimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direcção de suas metas.
Seja incansavelmente optimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com optimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.

Pablo Neruda

Astrologia

MANTRAS ASTROLÓGICOS - ASTROLOGICAL MANTRAS

22:54




OM SAN SANIAIÊ NAMAH OM (Mantra de saturno para responsabilidade, prudência e modéstia - Saturn Mantra for  responsibility, prudence and modesty)

OM BRAM BRIM BRAUM SAH BUDHAIA NAMAH (Mantra de Mercúrio para poder e agilidade mental, capacidade de expressão falada e escrita - Mercury Mantra for power, mental agility and ability to communicate by spoken and written word)

OM DRAM DRIM DRAUM SAH SUKRAIA NAMAH (Mantra de Vênus para estabilizar a vida, altruísmo, harmonia, senso estético e serenidade - Venus Mantra to stabilize life, for altruism, harmony, serenity and aesthetic sense)

OM KUJAIE NAMAHÁ OM (Mantra de Marte para luta, coragem, senso de justiça, espirito pioneiro e poder de liderança - Mars Mantra for fight, courage, sense of justice, pioneering spirit and power of leadership)

OM GRAM GRIM GRAUM SAH GURVE NAMAHÁ (Mantra de Júpiter para simpatia, jovialidade, esperança, desprendimento e senso de justiça - Jupiter Mantra for sympathy, cheerfulness, hope, selflessness and sense of justice)

OM HRAM HRIM HRAUM SAH SURIAIA NAMAHÁ (Mantra do Sol para autoconfiança, autoconhecimento, entusiasmo, criatividade, liderança e brilho pessoal - Sun Mantra for self-reliance, self-knowledge, enthusiasm, creativity, leadership and personal brilliance)

OM SOM SOMAIA NAMAHÁ OM (Mantra da Lua para superar medo, raiva, mágoa e tristeza - Moon Mantra  to overcome fear, anger, hurt and sadness)


In' Lakesh

Diálogo Interior

Resgate da Criança Interior

23:16

O que é a criança interior?

A criança interior é o seu verdadeiro eu, o que corresponde à sua verdadeira essência, ao seu estado interno natural e harmonioso.

Frequentemente, os desequilíbrios sentidos na idade adulta, as dificuldades de comportamento,as reacções compulsivamente auto-destrutivas e de medo irracional perante certas situações são fruto da "violência" emocional e psíquica, quando não física, a que estivemos sujeitos em crianças.

A criança que fomos também não soube compreender, racionalizar, comportamentos que recaíram sobre si por parte dos pais e outros adultos, muitas vezes também eles ditados pelo medo, insegurança e dificuldades em enfrentar a vida, e interiorizou-os sob a forma de traumas alojados no coração e no corpo.

Porquê resgatar a criança interior?

Quando se reencontra com a criança interior, trazendo à memória acontecimentos e vivências dolorosas, o adulto em que hoje se tornou encontra-se em condições de explicar à criança que foi um dia o que ela não compreendeu, o que ela interiorizou talvez erradamente à luz do que sabia na altura e, simultaneamente, de lhe dar o que na altura era teria necessitado receber: compreensão, carinho, abraço, segurança, incentivo...

Trata-se de fazer crer à criança interior que o adulto que se é hoje está em condições de lhe dar tudo aquilo de que se viu privada. Chega-se a assumir para com ela o compromisso de estar atento e sempre à sua disposição para a ajudar quando, na vida do adulto de hoje, nela acordarem reminiscências negativas do passado.

O que resulta do resgate da criança interior?

Quando nos encontramos com a nossa verdadeira essência, descobrimos dentro de nós um ser merecedor de todo o amor do mundo. Levando para casa e para a vida uma sabedoria e claridade internas nunca experimentadas, assim como alguns instrumentos de trabalho, começamos a criar um novo espaço de relacionamento pessoal e inter-pessoal que concorre para nos sentirmos mais pacificados e mais dignos, tornando-nos assim mais capazes de transmitir plenitude e amor à nossa volta assim como no seio da própria família.

Meditação para o resgate da criança Interior

Antes de começar esta meditação, certifique-se de que cria um ambiente o mais positivo possível para o conforto e segurança da criança. Encontre um lugar com privacidade onde se sinta confortável.

Pode querer ter um pequeno cobertor, um boneco de peluche ou alguma outra coisa que faça a sua criança interior sentir-se bem vinda. Pode querer meditar ao ar livre, num lugar especial, ou procurar um local especial, acolhedor, na sua casa.

Ao fazer esta meditação pela primeira vez, é importante ter em mente algumas coisas. Por vezes, mesmo que tenhamos passado a maior parte da nossa vida sem estar em contacto com a nossa criança interior, o nosso primeiro esforço nesse sentido será muito fácil. A criança tem estado à nossa espera, querendo esse contacto connosco. Mas por vezes, a criança ainda não está pronta para confiar em nós, o que precisará de alguma paciência. A criança pode manter-se na reserva até saber que você realmente quer estabelecer este contacto e que está disposto a ser responsável e consistentes neste contacto.

Ao fazer esta meditação pela primeira vez, confie no que vier, confie no que acontecer. Se a criança estiver um pouco reservada ou um pouco hesitante, dê-lhe tempo. Continue fazendo esta meditação regularmente e descobrirá que o contacto continuará a aumentar e a tornar-se mais forte e positivo. Mas, enquanto isso, aceite o que quer que aconteça.

Pode ser que aconteça entrar em contacto com uma criança muito emocionada, triste ou magoada. Como pode acontecer encontrar uma criança brincalhona que apenas quer estar consigo e divertir-se. Pode entrar em contacto com o aspecto mágico da sua criança ou com a criança sábia. Aceite aquilo que chegar até si, pois essa será a parte que está pronta a ser descoberta nesse momento. Ao continuar a trabalhar com esta meditação, pode descobrir diferentes aspectos da sua criança. Confie na sua própria experiência.

Fique confortável, quer seja sentado ou deitado. Se ficar sentado, certifique-se de que a sua coluna está apoiada e que pode sentar-se direito. Se escolher fazê-lo deitado, deite-se confortavelmente, com as suas costas apoiadas por igual. Feche os olhos... inspire profundamente e, ao expirar, relaxe o seu corpo... inspire profundamente de novo e, ao expirar, relaxe o seu corpo cada vez mais... inspire de novo profundamente e, ao expirar, imagine que relaxa o seu corpo o mais completamente possível. Todo o seu corpo está agora completamente relaxado...

Inspire de novo e, ao expirar, relaxe a sua mente... Deixe que os seus pensamentos flutuem para longe; deixe que a sua mente se acalme, se aquiete... inspire de novo profundamente e, ao expirar, imagine que move a sua consciência para um lugar profundo, calmo, dentro de si...

Imagine então que caminha por aquele belo caminho até ao seu santuário interior... e enquanto segue pelo caminho, sente-se mais e mais relaxado, centrado e confortável. Ao entrar no seu santuário sente a beleza e o conforto da natureza a toda a sua volta...

Leve algum tempo a estabelecer contacto com o seu santuário interior, a relembrar alguns detalhes deste lugar e deixar a si mesmo que desfrute deste momento, de estar aqui... Imagine que caminho pelo seu santuário, notando as diversas plantas e animais, sentindo o sol ou a brisa... e um pouco mais longe, através do santuário, toma consciência da presença de uma criança pequena... ao encaminhar-se na direcção da criança, pode ver ou sentir se é um rapaz ou uma rapariga, a idade que terá e o que está a fazer...

Mova-se lentamente na direcção da criança , ao chegar mais perto, repare em como a criança está vestida... Permita-se sentir como a criança se sente emocionalmente... Aproxime-se da criança e estabeleça contacto da forma que sinta ser a mais apropriada neste momento...

Pergunte à criança se existe alguma coisa que queira dizer-lhe ou comunicar-lhe. Pode ser por palavras ou de alguma outra forma. Permita-se receber o que quer que a criança queira comunicar...

Pergunta então à criança, o que mais necessita de si, neste momento ou na sua vida em geral... Escute o que a criança tem para lhe dizer, seja por palavras ou de alguma outra forma...

Passe algum tempo com a sua criança... Permita que a criança o guie na forma apropriada a estar com ela, quer seja brincando, apenas estando juntos ou na forma de um abraço...

A criança tem um presente especial para si. Permita-se receber que a criança tem para si... Permaneça com a sua criança... Deixe que a criança saiba que quer estar em contacto com ela tanto quanto possa, a partir deste momento...

Termine este tempo juntos por agora, da forma que sinta ser a melhor para ambos. Você e a criança têm uma escolha a fazer. A criança pode escolher ficar aí no santuário, nesse lugar seguro e especial dentro de si e você pode vir visitá-la no seu santuário. Ou a criança pode vir consigo quando sair do santuário. A sua criança saberá o que é melhor nesse momento e poderá sempre ser alterado no futuro.

Se a criança escolher ficar no santuário, despeça-se por agora. Deixe que ela saiba que voltará tantas vezes quantas lhe forem possíveis e que quer saber como a criança se sente e o que precisa de si na sua vida...

Se a criança vem consigo, traga-a nos seus braços ou pela mão e comece a percorrer o caminho para fora do santuário. Enquanto segue pelo caminho, sinta-se vivo, cheio de energia, em equilíbrio e centrado...

Torne-se consciente do seu corpo no seu quarto (ou onde iniciou a meditação) e quando se sentir preparado, abra os seus olhos e volte ao quarto (ou qual seja o local onde se encontra).

Agora que entrou em contacto com a sua criança interior, é importante continuar e ser consistente em tomar conta dela e estar presente com regularidade. Você é o progenitor da sua própria criança interior. É importante tornar-se um progenitor consciente, carinhoso e responsável para essa criança. Isto pode ser divertido para si e para a sua criança interior, mas também requer responsabilidade da sua parte. Significa que terá de criar algum espaço na sua vida para essa criança.

Se não tem a certeza de quais são as necessidades da sua criança ou qual a melhor forma de tomar conta dela, basta perguntar-lhe. A criança sabe sempre o que quer e o que precisa, por isso cultive o hábito de comunicar com ela, perguntando o que quer, o que precisa. Faça então o seu melhor para preencher as suas necessidades. Nem sempre pode fazer aquilo que a sua criança quer quando ela quer, mas deverá incluir as suas necessidades na sua vida, tal como deveria se fosse uma criança real. Torne-as tão prioritárias quanto possa e verá que a recompensa é enorme.

Pense em coisas que poderão ser divertidas e agradáveis para a criança e comece a incluí-las na sua vida de uma forma regular. Todos os dias ou pelo menos numa base regular, de poucos em poucos dias, tire algum tempo, mesmo que sejam apenas alguns minutos de manhã ou alguns minutos à noite, e descubra o que a sua criança gosta de fazer. Arranje brinquedos com que a sua criança goste de brincar, saia para passear, ande de bicicleta, tome banhos de espuma, arranje livros de histórias - coisas que alimentem realmente a sua criança interior. Claro que a coisa mais importante para a sua criança é o amor e a intimidade, pelo que a sua criança o guiará para um maior contacto, proximidade, amizade e amor com as outras pessoas.

Também é importante aprender quando não é apropriado trazer a sua criança à tona. É provável que a meio de uma reunião de trabalho não seja a melhor altura para trazer a sua criança. Pode deixá-la em casa a brincar. Diga-lhe que vai sair para o trabalho e quando voltar pode brincar com ela. :)

Mesmo que estas coisas possam parecer meio tontas no início, trarão mais equilíbrio, harmonia, alegria e realização à sua vida.

livremente traduzido por Sofia Morgado de "Meditações" por Shakti Gawain

http://www.darshanzen.com/crianca_interior.html

http://www.universodeluz.net/modules.php?name=News&file=article&sid=618

Diálogo Interior

O nível do Ser

11:27


“Qual é o objetivo real de nossa existência?


Para que estamos aqui? Por quê?


Isto é algo que devemos elucidar com claridade meridiana; isto é algo que devemos sopesar, analisar, julgar serenamente.


Vivemos, no mundo, com que objetivo?


Sofremos o indizível para quê?


Lutamos para conseguir isso que se chama pão, agasalho e abrigo e, depois de tudo, o quê?


Em que ficam todos os nossos esforços?


Viver por viver, trabalhar para viver e logo morrer é, acaso, algo maravilhoso?


Em verdade, amigos, faz-se necessário compreender o sentido de nossa existência, o sentido do viver. Há duas linhas na vida: a uma delas poderíamos chamar horizontal, a outra, vertical.


Elas formam uma cruz dentro de nós mesmos, aqui e agora, nem um segundo mais adiante, nem um segundo mais atrás. Necessitamos objetivar um pouco estas duas linhas.


A horizontal começa com o nascimento e termina com a morte; ante cada berço existe a perspectiva de um sepulcro, tudo o que nasce deve morrer.

Na horizontal está todo o processo do nascer, crescer, reproduzir-se, envelhecer e logo morrer. Na horizontal estão os vãos prazeres da vida: licores, fornicações, adultérios, etc.

Na horizontal está a luta pelo pão de cada dia, a luta por não morrer, por existir sob a luz do sol. Na horizontal estão todos esses sofrimentos íntimos da vida prática, do lar, da rua, do escritório, etc.

Nada maravilhoso pode nos oferecer a linha horizontal. Mas, existe outra linha totalmente diferente; quero referir-me, de forma enfática, à vertical.


Esta vertical é interessante. Nela encontramos os distintos níveis do Ser; nela estão os poderes transcendentais e transcendentes do Íntimo; nesta vertical estão os poderes esotéricos, os poderes que divinizam, a Revolução da Consciência, etc.


Com as forças da vertical nós podemos influir decididamente sobre os aspectos horizontais da vida prática; podemos mudar, totalmente, nosso próprio destino, fazer de nossa vida algo diferente, algo distinto e passarmos a ser algo totalmente distinto do que fomos, do que somos, do que temos conhecido nesta amarga existência.


A vertical é, pois, maravilhosa, revolucionária por natureza; porém, necessita-se ter um pouco de inquietudes.


Antes de tudo, pergunto-me e pergunto a todos:


Estamos, acaso, contentes com o que somos?


Quem de vocês sente-se feliz, no sentido mais completo da palavra?”


«A menos que você abandone a sua personalidade, você não será capaz de encontrar a sua individualidade. A individualidade é dada pela existência; a personalidade é imposta pela sociedade.


Personalidade é conveniência social. A sociedade não pode tolerar a individualidade porque a individualidade não acompanhará o rebanho, como uma ovelha. A individualidade tem a natureza do leão: o leão move-se sozinho.


As ovelhas estão sempre em rebanho, na esperança de que estar em grupo será aconchegante. Em meio à multidão, o indivíduo sente-se mais protegido, seguro. Se alguém atacar, na multidão há todas as possibilidades de você se salvar. Mas, e estando só? -- apenas os leões andam sós.


Cada um de vocês nasceu leão, mas a sociedade está sempre condicionando, programando a mente de vocês como ovelhas. Ela lhes imprime uma personalidade, uma personalidade agradável, simpática, muito conveniente, muito obediente.


A sociedade quer escravos, não pessoas que sejam absolutamente dedicadas à liberdade. A sociedade quer escravos porque os interesses estabelecidos querem obediência. OSHO»


O que queremos fazer de nós e de nossa vida? Vamos mudar nosso nível do Ser ou não?

Exercicios

Encontrando Sua Própria Voz

11:59


“Se você escolher de acordo com sua própria inclinação, de acordo com sua própria intuição... (a voz interior) é muito forte nas crianças, mas aos poucos, lentamente enfraquece. As vozes dos pais e dos professores, da sociedade e dos padres, vão se fortalecendo. Agora se você quiser descobrir qual é sua voz, você terá que passar através da multidão de ruídos.
Basta olhar dentro: de quem é essa voz? Às vezes é o seu pai, às vezes é sua mãe, às vezes é seu avô, às vezes é o seu professor; e essas vozes são todas diferentes. Apenas uma coisa você não será capaz de encontrar facilmente – sua própria voz. Ela tem sido sempre reprimida. Foi dito a você para escutar os mais velhos, para escutar os padres, para escutar os professores. Nunca lhe foi dito para escutar seu próprio coração.
Você está carregando sua própria pequena voz, suave, não ouvida, e no meio da multidão de vozes que foram impostas sobre você, é quase impossível encontrá-la. Primeiro você terá que se livrar de todos esses ruídos, alcançar uma certa qualidade de silêncio, paz, serenidade. Só então isso virá, como uma surpresa, que você também possui sua própria voz. Ela sempre esteve aí como uma corrente subterrânea.
A menos que você tenha encontrado sua própria tendência, sua vida vai ser uma longa, longa tragédia, do berço ao túmulo. As únicas pessoas que foram felizes no mundo são aquelas que viveram de acordo com sua própria intuição e se rebelaram contra qualquer esforço feito pelos outros para impor as ideias deles. Quão valiosas essas ideias possam ser, elas são inúteis porque não são suas. A única ideia significante é aquela que surge de você, cresce em você, floresce em você.
Primeiro Passo: Quem está falando, por favor?
O que quer que você esteja fazendo, pensando, decidindo, pergunte a si mesmo: isso está vindo de mim ou é outra pessoa falando?
Você ficará surpreso quando você encontrar a verdadeira voz. Talvez seja sua mãe; você irá ouvi-la falar novamente. Talvez seja seu pai; não é absolutamente difícil de detectar. Isso permanece lá gravado em você exactamente como lhe foi dado pela primeira vez – o conselho, a ordem, a disciplina, ou o mandamento. Você pode encontrar muitas pessoas: os sacerdotes, os professores, os vizinhos e os parentes.
Não há nenhuma necessidade de lutar. Basta saber que essa não é sua voz, mas a de outra pessoa – quem quer que esse outro alguém seja – você sabe que você não irá segui-lo. Sejam quais forem as consequências – boas ou ruins – agora você está decidindo mover-se por si mesmo, você está decidindo ser maduro. Você tem permanecido por demais uma criança. Você permaneceu por demais dependente. Você deu ouvidos a todas essas vozes e as seguiu bastante. E para onde elas lhe trouxeram? Para uma confusão.
Segundo Passo: Obrigado... e Adeus!
Uma vez que você identifica de quem é essa voz, agradeça a pessoa, peça para ser deixado só e diga adeus a ela.
A pessoa que lhe deu a voz não era seu inimigo. A intenção dela não era ruim, mas isso não é uma questão de intenção. A questão é que ela impôs algo sobre você que não está vindo de sua fonte interior; e qualquer coisa que proceda do exterior lhe torna um escravo psicológico.
Uma vez que você disse claramente a uma certa voz, ‘Deixe-me em paz’. Sua conexão com ela, sua identidade com ela, é quebrada. Isso foi capaz de lhe controlar porque você estava pensando que era sua voz. Toda a estratégia era a identidade. Agora você sabe que isso não é seus pensamentos, nem sua voz; isso é algo estranho a sua natureza. Reconhecer isso é suficiente. Livre-se das vozes que estão dentro de você e logo você ficará surpreso de ouvir uma pequena voz suave, a qual você nunca tinha ouvido antes... então um súbito reconhecimento de que essa é sua voz.
Ela sempre esteve aí, mas ela é muito suave, uma pequena voz porque ela estava reprimida desde quando você era uma criança muito pequena, e a voz era muito débil, apenas um botão, e estava coberta com todo tipo de asneiras e você esqueceu da planta que sua vida é, a qual ainda está viva, esperando que você a descubra. Descubra sua voz e então siga-a sem nenhum medo.
Quando isso acontece, aí está a meta da sua vida, aí está seu destino. É só aí que você irá encontrar realização, contentamento. É só aí que você irá florescer – e nesse florescimento, o saber acontece”.
Osho: The Rebel

Exercicios

Lembre-se "Eu sou"

11:53


Onde quer que você esteja, relembre de si mesmo, que você é. Essa consciência de que você é deve tornar-se uma continuidade. Não seu nome, sua casta, sua nacionalidade. Essas coisas são fúteis, absolutamente inúteis. Basta lembrar-se que: Eu sou. Isso não pode ser esquecido. Caminhando, sentado, comendo, falando, lembre-se de que: Eu sou.
Isso será muito difícil, bem árduo. No começo você continuará esquecendo: só haverá uns momentos quando você se sentirá iluminado, então isso desaparece. Mas não se sinta miserável; mesmo uns poucos momentos são muito. Continue, sempre quando você puder lembrar novamente segure o fio. Quando você esquecer, não se preocupe, lembre-se de novo, e aos poucos os intervalos diminuirão, os intervalos começarão a desaparecer, uma continuidade irá surgir.
E quando sua consciência se tornar contínua, você não precisa usar a mente. Assim não há nenhum planejamento, desse modo você age a partir de sua consciência, não a partir de sua mente. Portanto não há nenhuma necessidade de qualquer desculpa, nenhuma necessidade de dar qualquer explicação. Assim você é o que quer que você seja; não há nada para esconder. O que quer que você seja, você é. Você não pode fazer mais coisa alguma. Você só pode ficar num estado de contínua lembrança. Através dessa lembrança, dessa mentalidade, surge a autêntica religião, surge a autêntica moralidade.
Isso é o que os Hindus chamam de auto-lembrança, o que Buddha chamou de mentalidade correta, o que Gurdjieff costumava chamar de lembrança de si mesmo, o que Krishnamurti chama de consciência. Essa é a parte mais substancial da meditação, lembrar-se que: Eu sou.
Você não precisa repeti-lo na mente, “Estou caminhando”. Se você repeti-lo, isso não é lembrança. Você precisa estar não verbalmente cônscio de que ‘Estou caminhando, estou comendo, estou falando, estou escutando’. O que quer que você faça, o ‘Eu’ interior não deve ser esquecido; isso deve permanecer.Isso não é auto-consciência. Isso é consciência do eu. Auto-consciência é ego. Consciência do eu é asmita...pureza, somente estar cônscio de que ‘Eu sou’.
Geralmente, sua consciência está dirigida para o objeto. Você olha para mim: toda sua consciência se move na minha direção como uma flecha. Mas você está flechado em direção a mim. Auto-lembrança significa que você precisa ter uma dupla-flecha: um lado dela mostrando-se a mim, outro lado mostrando-se a você. Uma dupla-flecha é auto-lembrança.

Osho: The Empty Boat / Yoga:The Alpha & Omega

Energia

Toque Levemente nos Seus Olhos - Meditação de Osho

11:45



Use ambas as palmas, coloque-as sobre seus olhos, e permita as palmas tocarem nos olhos – mas apenas como uma pena, sem nenhuma pressão. Se você pressionar você perde o ponto, você perde toda a técnica. Não pressione, somente toque como uma pena.
Você terá que ajustar porque no princípio você estará pressionando. Coloque cada vez menos pressão até que você esteja apenas tocando sem nenhuma pressão – suas palmas apenas tocam nos globos oculares.
Porque? Porque uma agulha pode fazer algo que uma espada não pode. Se você pressionar, a qualidade muda – você fica agressivo. E a energia que está fluindo através dos olhos é bem sutil: uma leve pressão e começa a luta e uma resistência é criada. Se você pressionar, então a energia que está fluindo através dos olhos iniciará uma resistência, uma luta, resultará num conflito. Assim não pressione; mesmo uma leve pressão é suficiente para a energia ocular resistir.
Isso é muito sutil, muito delicado. Não pressione – como uma pena, só sua palma está tocando, como se não estivesse tocando. Tocar como se não estivesse tocando, nenhuma pressão; só o toque, um leve sentimento que a palma está tocando no globo ocular, isso é tudo.
Que irá acontecer? Quando você simplesmente toca sem nenhuma pressão, a energia começa a mover-se por dentro. Se você pressionar, ela começa a lutar com a mão, com a palma, e vai embora. Apenas um toque e a energia começa a mover-se dentro. A porta está fechada, simplesmente fechada e a energia retorna. Na hora que a energia retorna, você irá sentir uma leveza tomando toda sua face, sua cabeça. Essa energia retornando lhe torna leve.Mesmo que você não esteja entrando profundamente em meditação, isso irá lhe ajudar fisicamente. A qualquer hora do dia, relaxado numa cadeira – ou se não tiver uma cadeira, quando estiver sentado num trem – feche seus olhos, sinta um ser relaxado por todo seu corpo, e assim coloque ambas as palmas sobre seus olhos. Mas não pressione – essa é a coisa bem significante. Apenas toque como uma pena.
Quando você toca sem pressionar, seus pensamentos cessam imediatamente. Numa mente relaxada os pensamentos não podem mover-se; eles congelam. Eles precisam de agitação e febre, precisam tensão para mover-se. Eles vivem através da tensão. Quando os olhos estão silenciosos, relaxados, e a energia está retornando, os pensamentos cessarão. Você irá sentir uma certa qualidade de euforia, e isso irá aprofundar-se diariamente.

Exercicios

Torne-se Leve - Meditação de Osho

11:36


Quando estiver sentado, apenas sinta que você ficou leve, não há nenhum peso. Você irá sentir que em algum lugar ou outro existe peso, mas continue sentindo a ausência de peso. Isso vem. Chega uma hora quando você sente que está leve, que não há nenhum fardo. Quando não há nenhum peso você não é mais um corpo, porque o peso é do corpo – não seu. Você é sem peso.
Você precisa livrar-se da hipnose. Essa é a hipnose, a crença de que “Sou um corpo e é por isso que sinto peso”. Se você puder livrar-se da hipnose compreendendo que você não é um corpo, você não irá sentir peso. E quando você não sente peso você está além da mente.
A técnica da siddhasan, o modo como Buddha senta, é a melhor maneira de ficar sem peso. Sente-se sobre a terra – não sobre uma cadeira ou qualquer outra coisa, apenas no chão. Sentado numa postura de Buddha, fechado – suas pernas estão fechadas, suas mãos estão fechadas – isso ajuda, porque assim sua electricidade interior torna-se um circuito. Deixe que sua espinha fique recta. Agora você pode entender porque tanta ênfase tem sido dada a espinha, porque com uma espinha recta uma área cada vez menor é coberta, assim a gravidade lhe afecta menos.
Com os olhos fechados, equilibre-se completamente, fique centrado. Incline-se á direita e sinta a gravidade; incline-se à esquerda e sinta a gravidade; incline-se para frente e sinta a gravidade; incline-se para trás e sinta a gravidade. Então encontre o centro onde o menor empuxo da gravidade é sentido, o menor peso é sentido, e permaneça lá. Assim esqueça do corpo e sinta que você não tem peso – você está sem peso. Então prossiga sentindo essa ausência de peso. Subitamente você se torna sem peso; subitamente você não é o corpo, subitamente você está num mundo diferente de corpo sem peso.Ausência de peso é corpo sem peso.
Assim você também transcende a mente. Mente é também parte do corpo, parte da matéria. Matéria tem peso, você não tem qualquer peso. Essa é a base dessa técnica.

Osho: Excerpted from The Book of Secrets

Dimensões de consciência

Apenas diga "Sim"!

12:12

“A vida não pode ser vivida pelo não, e aqueles que tentam viver através do não simplesmente vão deixando de viver. A pessoa não pode fazer do não um domicílio, porque o não é apenas vazio. O não é como a escuridão. Escuridão não tem existência real; é simplesmente ausência de luz. É por isso que você não pode fazer coisa alguma diretamente com a escuridão. Você não pode empurrá-la para fora do quarto, você não pode levá-la para a casa do vizinho; você não pode trazer mais escuridão para sua casa. Nada pode ser feito diretamente com a escuridão, porque ela não é. Se você quiser fazer alguma coisa com a escuridão, apague a luz; se você não quer escuridão, então acenda a luz. Mas tudo que você fizer tem que ser feito com a luz.


Exatamente da mesma maneira, sim é luz, não é escuridão. Se você realmente quiser fazer alguma coisa na sua vida, você precisa aprender o caminho do sim. E sim é tremendamente belo; apenas por dizê-lo é tão relaxante. Deixe que esse seja seu estilo de vida. Diga sim as árvores e aos pássaros e para as pessoas e você ficará surpreso: a vida se torna uma bênção se você passar a dizer sim a ela. A vida se torna uma grande aventura”. Zorba o Buddha



O Método:


Quando: Toda noite, antes de dormir, por pelo menos 10 minutos; depois novamente a primeira coisa de manhã por pelo menos 3 minutos. Também durante o dia, sempre quando você se sentir negativo, sente-se na sua cama e faça isso.


Primeiro passo: Comece a colocar sua energia no sim, faça do sim um mantra. Sentado na sua cama, comece a repetir ‘Sim...sim...’ entre em sintonia com isso. A principio você estará apenas repetindo e depois você pega o jeito disso, entregue-se a isso. Permita que isso venha sobre todo o seu ser da cabeça aos pés. Deixe que isso lhe penetre profundamente.


Segundo passo:“Se você não puder dizer isso em voz alta, pelo menos diga silenciosamente ‘Sim...sim...sim!”


The Sun Behind the Sun Behind the Sun

Exercicios

Abandonando as Palavras

12:02

O homem está aprisionado por palavras. Todo o problema do homem está na linguagem. Abaixo da linguagem está o mundo dos animais e além da linguagem está o mundo dos deuses. Entre os dois está o mundo do homem, o mundo da linguagem, palavras – filosofias, escrituras, teorias e ideologias. A mente consiste de palavras.

A palavra é o tijolo de que o palácio da mente é feito. Lentamente, a pessoa precisa ir abandonando as palavras e entrar no silêncio. E isso não é difícil: uma vez que você tenta mover-se nessa direcção, isso começa a acontecer.


A realidade é quando todas as palavras desapareceram, quando você não está pensando mas você apenas é... quando não há nenhuma nuvem de pensamentos na mente senão consciência pura, desanuviada, um céu sem nuvens.


Quando não há nenhum pensamento não há nenhum tremor, nenhum vento soprando. Tudo fica tranquilo e quieto. Nessa quietude, a gente penetra a realidade. Realidade não pode ser pensada. Você pode vê-la, mas não pode pensar sobre ela.


Pensar sobre a realidade é afastar-se para longe dela, porque o que quer que você pense estará errado. Pensar é errado.Você vê uma rosa. O que você pode pensar sobre ela? No momento que você disser que ela é bela, você se afastou para longe da rosa, de sua facticidade, de sua realidade. Agora a mente penetrou nisso, ela diz que é bela.


Agora a palavra bela irá criar muitas outras associações, uma corrente começará. Você esquecerá da flor, você irá pensar sobre o homem que você costumava achar bonito ou um poema que você achava lindo. A flor fica esquecida. Agora você tomou um comboio de pensamentos. Ele é interminável enunca se sabe onde vai parar.


1) Quando você estiver perto de uma flor apenas fique com ela. Não deixe que nenhuma palavra se interponha entre você e a flor: veja aquilo que é. Apenas veja, totalmente alerta e consciente, e deixe de lado todos os pensamentos. Nesse intervalo a rosa revelará a realidade dela a você. Assim isso se torna meditação, uma meditação sobre a rosa.


2) Medite sobre a lua, medite sobre seu amigo. Olhe nos olhos dele e não pense.


3) Às vezes olhe para seu próprio rosto no espelho e não pense – apenas olhe. Deixe o olhar ser forte, poderoso, penetrante, mas não pense.Bem lentamente, haverá intervalos de silêncio, e esses intervalos trazem novas brisas ao ser.


Osho: Let Go! #8

Exercicios

Desprenda-se do Corpo

11:35

Seu corpo não é nada, senão a existência que vem até você, a existência que lhe alcançou. É a existência mais próxima de você, isso é tudo. Seu corpo é somente o canto mais perto dela, e assim toda existência está aí – ela vai se espalhando.

Uma vez que seu apego não existe mais, não há nenhum corpo para você ; ou toda a existência tornou-se seu corpo. Você está por toda parte.No corpo, você está em algum lugar; sem o corpo, você está por toda parte.


No corpo, você fica confinado a um espaço particular ; sem o corpo, você não tem nenhum confinamento. Eis porque aqueles que conheceram dizem que o corpo é um aprisionamento. Não que o corpo seja uma prisão, realmente, o apego a ele é o aprisionamento.


Uma vez que seus olhos não estejam mais focalizados no corpo, você está por toda parte.Sempre quando seu corpo é esquecido, jogado para o lado despercebidamente, inconscientemente, alegria acontece a você.


Através do Tantra e da Yoga você pode fazer isso metodicamente. Então isso não é um acidente ; assim você é o mestre dele. Então isso não está acontecendo a você, assim você tem a chave em suas mãos e você pode abrir na hora que quiser. Ou, você pode abrir a porta para sempre e jogar a chave fora, não há necessidade de fechá-la novamente.


Alegria acontece também na vida ordinária, mas você não sabe como isso acontece. O acontecimento é sempre quando você não é o corpo – lembre-se disso. Então sempre quando você novamente sentir algum momento de alegria, fique consciente se nesse momento você é o corpo ou não. Você não será.


Sempre quando a alegria é, o corpo não é. Não que o corpo desapareça – o corpo permanece, mas você não está apegado a ele. Você não está apegado a ele, você não está acorrentado a ele. Você pulou fora dele.


Você pode ter pulado fora devido à música, você pode ter pulado fora devido a um lindo nascer do sol, você pode ter pulado fora porque uma criança estava sorrindo, você pode ter pulado fora porque você estava apaixonado.


Qualquer que seja a causa, mas você pulou fora por um momento – para fora do corpo. O corpo está aí, mas deixado de lado, você não está apegado a ele. Você pegou um voo. Através dessa técnica, você sabe que aquele que está em toda parte não pode ser miserável; ele é jubiloso, ele é alegria.


Assim quanto mais confinado você fica, mais miserável. Espalhe-se, empurre suas fronteiras para longe, e sempre quando puder, deixe o corpo de lado. Você olha no céu e nuvens estão flutuando: mova-se com as nuvens, deixe o corpo aqui na terra. E a lua está ali: mova-se com a lua.


Sempre que puder esqueça do corpo, não perca a oportunidade – vá numa viagem. E então você ficará acostumado com o que significa estar fora do corpo.Para estar no corpo, sua atenção é necessária para ficar nele.


Então lembre-se – onde sua atenção estiver, você está lá. Se sua atenção estiver nas nuvens, você está lá. Se sua atenção estiver na flor, você está lá. Se sua atenção estiver no dinheiro, você está lá. Sua atenção é o seu ser. E se sua atenção não estiver em lugar nenhum, você está em toda parte.


Todo o processo da meditação é ficar em tal estado de consciência onde sua atenção não esteja em lugar nenhum, não há nenhum objecto para ela.


Quando não há nenhum objecto para ela, não há nenhum corpo para você. Sua atenção cria o corpo. Sua atenção é seu corpo. E quando a atenção não está em lugar algum, você está por toda parte – júbilo acontece a você.


Não é bom dizer que isso acontece a você – você é isso. Isso não pode lhe deixar agora; é o seu próprio ser.


Osho: Excerpted from The Book of Secrets

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